sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

CAP recebe alunos de PDL

No dia de ontem, 15 de fevereiro, o Centro Ambiental do Priolo (CAP) recebeu a visita de 30 alunos da Escola Secundária Antero de Quental. Esta atividade inserida no Programa Escolar do CAP e no projeto LIFE Terras do Priolo contou com o apoio da Agência Melo.


Esta visita teve como tema principal o turismo, sustentabilidade e naturalmente os recursos naturais dos Açores e a sua conservação. Os alunos tiveram oportunidade de visitar não só o CAP mas também os viveiros de produção de plantas nativas dos Açores do projeto LIFE Terras do Priolo e desta forma conhecer mais sobre as Terras do Priolo  e o seu potencial para o Turismo.



O nosso muito obrigado à Escola e aos docentes pelo seu interesse.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Calonectris plasticus: um exemplo do futuro?


No mês de janeiro a Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira e o Jardim de Infância "Planeta Azul" receberam uma visita muito especial. Um cagarro Calonectris borealis que foi o primeiro a chegar à ilha do Corvo este ano, este cagarro "Calonectris plasticus" tornou-se num símbolo para o futuro se continuarmos com o uso desmedido de plástico.

Construção Calonectris plasticus.
Foto: Bárbara Ambros

A sensibilização para a problemática do lixo marinho baseou-se nas estimativas de que até 2050, 99% das aves marinhas terão ingerido plástico (Wilcox et al. 2015) e ainda da informação recolhida pelo Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, no âmbito do projeto LIXAZ que até 2019 vai monitorizar a evolução do lixo marinho no arquipélago e o impacto deste em várias espécies, desde tartarugas (83% dos indivíduos analisados tinham ingerido plástico) a aves marinhas (86% dos indivíduos ingeriram plástico). Estas espécies estão assim sujeitas a intoxicação devido aos elementos químicos presentes no plástico, obstrução das vias respiratórias e trato digestivo e ainda ao ficar presas nos aparelhos de pesca, inclusive nas redes fantasmas que se encontram perdidas pelo oceano fora (Efferth and Paul, 2017).

Assim, esta actividade pretendeu consciencializar a população mais jovem para o excesso de uso de plástico, que se encontra praticamente em todas as suas tarefas diárias, onde um simples iogurte (no lanche) que é consumido uma única vez, demora 50 anos a desaparecer completamente no mar.  E este é um dos melhores exemplos no que concerne à escala temporal de degradação deste material.Tendo um impacto nefasto no ecossistema e resultando também para diminuição da nossa qualidade de vida, seja pela poluição das praias e mar, tão apreciadas como zonas de lazer, na perda da biodiversidade que é a "alma" deste planeta (pessoas são mais felizes se contactarem mais com a natureza, MacKerron and Mourato (2013)) e particularmente para a nossa saúde (ainda que essa ingestão tenha que ser em grandes quantidades) através do consumo de pescado que vai acumulando elementos químicos provenientes dos microplásticos ao longo da teia trófica (Vethaak and Leslie, 2016).

Para isso, além de sensibilizarmos os alunos para o impacto e tempo de degradação do plástico, foi-lhes pedido que trouxessem o plástico utilizado por eles durante um dia, para construir a nossa mascote, o Calonectris plasticus (construído pela Câmara Municipal do Corvo, a quem desde já agradecemos a colaboração). No final, o nosso Calonectris plasticus agregou o plástico utilizado por 37 alunos que participaram na sua elaboração e a estimativa de degradação do mesmo no mar é de 7200 anos. Facto que despertou os alunos para o problema, resta-nos agora passar das palavras à ação e esperar que estas tenham de facto tido algum efeito.


Jardim de infância "Planeta azul" a agregar os materiais
Foto: T.Pipa

Não se esqueçam, é essencial que a redução de consumo deste material seja uma realidade, evite produtos embalados em plástico e se tiverem que o fazer, reutilizem-nos e reciclem. Mas sempre por esta ordem, Reduzir, Reutilizar e Reciclar, o Planeta agradece e todos nós também, precisamos de um planeta saudável para sermos mais felizes, ninguém quer morar numa casa "doente".


Projeto "Chegadas Açores"

Numa altura, em que se antecipa a chegada de espécies marinhas migradoras ao nosso arquipélago, a SPEA Açores desafia todos os cidadãos e visitantes a participar no projeto "Chegadas - Açores " e a colaborar na recolha de informação sobre a chegada destas aves utilizando a plataforma PortugalAves - Ebird para registar as suas observações.

@Ana Mendonça


Uma destas espécies é o cagarro, uma ave marinha migradora que nidifica nos arquipélagos portugueses, Açores, Madeira e Berlengas. O Cagarro está ausente durante o inverno e regressa nos meses de Fevereiro a Março às suas zonas de nidificação no nosso arquipélago, onde se mantêm até ao final do verão.

Os primeiros cagarros já foram observados, este ano, sobrevoando junto à costa da Ponta do Arnel, no Nordeste, em São Miguel, durante as contagens da Rede de observação de Aves e Mamíferos Marinhos (RAM) realizadas no passado sábado.

A SPEA Açores pretende promover a observação de aves e registar as chegadas destas espécies nos Açores e convida todos a participar e a enviar o registo visual e/ou auditivo das vossas observações em terra, indicando a data, local e concelho, na plataforma PortugalAves - Ebird e através do email acores@spea.pt.

Boas observações e sejam bem vindos amigos Cagarros.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Chegaram os primeiros cagarros aos Açores

O cagarro é uma ave migradora que nidifica nos arquipélagos portugueses, Açores, Madeira e Berlengas, mas está ausente durante o inverno.

                                                      Foto: Nuno Fonseca

Nos Açores, os primeiros cagarros foram já observados este ano sobrevoando o mar junto à costa da ilha de São Miguel, na Ponta do Arnel. Estes registos foram obtidos durante as contagens da Rede de observação de Aves e Mamíferos Marinhos (RAM) realizadas no passado sábado.

Saiba mais sobre este projeto de contagem

 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Secretária Regional de Energia, Ambiente e Turismo visita projeto

A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, Dra. Marta Guerreiro, aceitou o convite que a SPEA lhe endereçou e esteve na passada sexta-feira, 26 de janeiro, nas Terras do Priolo (concelhos de Nordeste e Povoação na ilha de São Miguel) onde visitou os trabalhos de conservação da natureza que esta associação desenvolve no âmbito do projeto LIFE + Terras do Priolo. Esta visita, guiada pela equipa da SPEA, incluindo o diretor executivo Dr. Domingos Leitão, contou ainda com a presença da Diretora Regional dos Recursos Florestais, Anabela Isidoro, bem como autarcas das câmaras municipais do Nordeste e Povoação.

A visita iniciou-se no Planalto dos Graminhais, onde foi salientada a importância das turfeiras na regulação do ciclo hidrológico das ilhas e foram apresentadas as medidas implementadas pela SPEA na recuperação de 158ha de turfeira, começadas em 2009, e que envolveram igualmente a requalificação do acesso pedestre ao Pico da Vara.

Posteriormente, a comitiva foi conduzida à Mata dos Bispos onde a equipa operacional da SPEA se encontrava a realizar trabalhos de manutenção. Esta área integra a bacia hidrográfica da ribeira da Lomba Grande, um curso de água que acarreta um elevado risco de cheias para a vila da Povoação. Para além da observação in situ das várias técnicas de controlo de espécies exóticas invasoras (tais como o controlo químico em suspensão por cordas em áreas de elevado declive), foram apreciadas técnicas de engenharia biofísica e hidrossementeira utilizadas na recuperação de derrocadas.

O percurso seguiu pela estrada da Serra da Tronqueira, com uma primeira paragem no miradouro, onde foram observados os resultados das primeiras intervenções da SPEA nesta que é a principal área de ocorrência do priolo. O caixote de lixo anti-roedores ali introduzido no âmbito do atual projeto LIFE+ Terras do Priolo serviu para referir a forte ameaça à sobrevivência do priolo que é a predação de ninhos por roedores. E foi ali perto que o olhar experiente e atento dos técnicos da SPEA detetou dois priolos, tendo o grupo disfrutando do momento, sendo possível observar e fotografiar uma das aves únicas dos Açores, o priolo.

A última paragem desta visita foi numa zona de floresta Laurissilva que foi replantada após o corte de 10ha de uma mata de criptoméria, em 2006. Esta área de intervenção é contígua com outra, na margem oposta da ribeira do Guilherme, onde decorre atualmente o restauro ecológico de 24ha de habitat invadido, em grande parte por povoamentos puros de incenso, e onde foram já plantadas mais de 50.000 plantas nativas, tais como o louro, a faia-da-terra e a urze.

Ao concluir a visita, a titular da pasta do Ambiente congratulou o enorme apoio que a SPEA tem prestado ao Governo Regional, garantindo os esforços necessários à conservação da natureza nos Açores. Salientou ainda que os projetos liderados pela SPEA têm permitido recuperar não só a população de priolo, que continua a ser uma espécie ameaçada de extinção, mas também restaurar habitats degradados, definir novas áreas protegidas, promover o conhecimento público sobre o património natural e ainda trazer riqueza económica para regiões desfavorecidas.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

SPEA participa no Fórum “Cultura e Ambiente” promovido pela Direção Regional de Turismo

O Fórum “Cultura e Ambiente”, realizado no dia 22 de janeiro, teve como objetivo reunir entidades ligadas à cultura e ambiente na Região Autónoma dos Açores para analisar os contributos recolhidos nas reuniões desenvolvidas nas 9 ilhas dos Açores relativamente ao Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores (PROTA). 

Este documento encontra-se em processo de revisão com o intuito de adaptar a estratégia turística da região aos recentes desenvolvimentos que este setor tem experimentado.

A SPEA considera muito relevante a realização deste tipo de fóruns de discussão entre entidades no sentido de promover a articulação e partilha de conhecimentos num setor que se apresenta como crítico no desenvolvimento da região. 

A revisão do PROTAA apresenta-se como uma excelente oportunidade para promover o desenvolvimento sustentável da Região, que contribui para melhorar a qualidade de vida dos residentes, dinamizar a economia regional e garantir a conservação do património cultural e natural único da Região.

Programa escolar do Centro Ambiental do Priolo recomeça nos Arrifes

O Programa Escolar do Centro Ambiental do Priolo (PECAP) arrancou no segundo período letivo de 2017/2018 no dia 23 de janeiro, com os técnicos do Centro Ambiental do Priolo (CAP) a dirigirem-se à Escola Básica Integrada dos Arrifes.

Foi durante a manhã que se realizou uma palestra sobre o priolo e a importância da conservação da floresta natural dos Açores à qual assistiram quatro turmas do 3ºciclo contabilizando perto de 50 alunos. 


Esta palestra teve como objetivo dar a conhecer o priolo, ave endémica da zona montanhosa localizada a este da ilha de São Miguel e sensibilizar os alunos desta instituição para a importância da conservação da floresta natural dos Açores – Laurissilva .

Inicia-se assim o PECAP que estará a decorrer até ao final deste ano letivo e com várias solicitações de diversas escolas da ilha de São Miguel, estando agendadas visitas ao CAP, atividades outdoor como é o caso da descoberta da Laurissilva  e a realização de exposições sobre a floresta nas próximas semanas. 

Visite o blogue educativo e o website do Centro Ambiental do Priolo para saber mais informações.