segunda-feira, 27 de março de 2017

Visita ao Jardim de Endémicas

Em virtude do Dia da Árvore ser celebrado em Março, a educação ambiental teria que obrigatoriamente que passar por dar a conhecer e reavivar a memória dos nossos alunos sobre as plantas nativas dos Açores, e em particular as que foram plantadas no Jardim de Endémicas criado pela Câmara Municipal do Corvo (CMC). Contamos ainda com a presença do presidente da CMC que realçou a importância de preservar a flora nativa, e acrescentou que o jardim foi concebido não só com o intuito de criar mais um espaço verde mas também de dar a conhecer as espécies em si, já que só protegemos o que conhecemos.


No total foram 25 os alunos que testaram os seus conhecimentos (características e identificação das espécies) no campo sobre o sanguinho Frangula azorica, a urze Erica azorica, o pau-branco Picconia azorica, a faia-da-terra Myrica faia, a vidália Azorina vidalii, o bracel Festuca petraea, a uva-da-serra Vaccinium cylindraceum e a não-me-esqueças Myosotis maritima.




Idosos do Programa "Meus Açores Meus Amores" visitam a RBC

No passado dia 21 de Março para comemorar o Dia da Árvore convidamos os 13 idosos do Programa "Meus Açores Meus Amores" que se encontravam de visita à ilha do Corvo para visitar a Reserva Biológica do Corvo. Aqui os idosos puderam assim conhecer a reserva e os trabalhos de conservação aí realizados até ao momento e como não poderia deixar de ser, comemorar o dia com a plantação simbólica na reserva de 6 urzes Erica azorica e ainda descobrir a cache da reserva e ficar a conhecer a caça ao tesouro moderna. 



No final fomos ainda libertar 2 Cagarros Calonectris borealis adultos que se haviam encandeados com as luzes artificiais na noite anterior, uma oportunidade para os idosos que ficaram assim a conhecer mais sobre a espécie e puderam observar a marcação com anilha metálica e o registo de biometrias da espécie.










Dia da Árvore 2017

A recuperação de habitat na ilha do Corvo continua a ser uma das principais acções de conservação da implementação do Pós-Projecto LIFE "Ilhas Santuário para as Aves marinhas", nesse sentido, ano após ano, a celebração do Dia da Árvore tem-nos permitido a recuperação de habitat da Reserva Biológica do Corvo entre outras áreas que circundam a Vila do Corvo. Este ano não foi excepção e foram plantadas 400 urzes (Erica azorica) no interior da reserva com o apoio do 1º ciclo da EBSMS, 324 na área adjacente à vedação antipredadores e ainda 90 no Miradouro do Portão na qual colaborou o Agrupamento de Escuteiros 1181 e alguns voluntários.



No total foram plantadas 824 urzes com a colaboração de 49 voluntários a quem desde já agradecemos a colaboração contínua, assim como, aos parceiros do projecto, nomeadamente o Parque Natural de ilha e a Câmara Municipal do Corvo, essenciais para executar as plantações.





sexta-feira, 24 de março de 2017

"Nunca quis que o meu escritório tivesse paredes"

Bom dia,

Chamo- me Patricia Güimil Ibañez , tenho 28 anos e sou de Madrid , Espanha.
Sou Técnica Superior em  Saúde  Ambiental  e actualmente estou fazendo uma Pós-graduação em Gestão Florestal e do Meio Ambiente.


Vim para a ilha do Corvo para poder colaborar e aprender sobre a conservação de aves marinhas, em particular, o Cagarro Calonectris borealis. E queria ter a experiência de viver numa povoação pequena como a Vila do Corvo e adaptar-me a uma realidade totalmente diferente da que estou habituada, de modo, a testar as minhas capacidades tanto a nível profissional como pessoal. Gosto de novos desafios e acredito que estes são essenciais para manter uma boa saúde mental.

Estou completamente focada em contribuir para a conservação do meio ambiente no âmbito da implementação do Pós-projecto LIFE "Ilhas Santuário para as aves marinhas". Um dos factores que me motivou  no projecto foi o trabalho de campo, o contacto directo com a Natureza, uma vez que nunca quis que o meu escritório tivesse paredes.

Além disso, o meu entusiasmo pela Natureza manifesta-se também no meu tempo livre onde a escalada e as caminhadas  fazem parte regular do meu dia-a-dia, assim como, a costura, leitura, restauração de móveis, mergulhar…entre muitas outras coisas.

Grata pela experiência e por poder vivenciar tudo o que a ilha do Corvo tem para oferecer,

Patricia Güimil Ibañez.



segunda-feira, 20 de março de 2017

Mais de 300 priolos observados por visitantes em 2016

Em 2016, o Centro Ambiental do Priolo (CAP) recebeu 108 registos de observações de Priolo.

Esta é uma iniciativa que já decorre desde 2014 e envolve os visitantes do CAP e técnicos da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) a quem é solicitado que comuniquem as suas observações de Priolo. Como resultado disto e devido à grande adesão registada em 2016 foram observados 336 priolos dos quais 22 eram juvenis.

Estas observações para além de contribuírem com mais informação sobre a localização desta ave, envolvem os nossos visitantes no projeto LIFE Terras do Priolo a decorrer atualmente e permitem-nos ter mais alguma informação sobre a localização do priolo.

Consulte as observações de Priolo em 2016 no mapa seguinte:




A SPEA agradece a todos os que contribuíram para esta iniciativa.

Este ano já foram recebidos 8 registos de observações de priolo e contamos com novas observações ao longo do ano. Saiba mais sobre as observações de 2017 em http://centropriolo.spea.pt/pt/observacoes-de-priolo/

Se vir um priolo, envie-nos a sua observação através de centropriolo@spea. pt

quinta-feira, 16 de março de 2017

LIFE+ Terras do Priolo participou num workshop sobre o LIFE

Decorreu no teatro micaelense de 13 a 15 de março a sessão regional de divulgação e informação sobre o Programa para o Ambiente e a Ação Climática (LIFE) e Workshop de Capacitação - Açores, 2017. Inserido nas atividades do LIFE14 CAP/PT/000004 - Portugal Capacity Building for Better Use of LIFE.
O workshop visou a apresentação do Programa LIFE 2014/2020 e respetivas áreas prioritárias de financiamento. Entre outos temas o workshop incidiu em: áreas de possível enquadramento de projetos, tendo em conta o programa para o Ambiente e a Ação Climática (LIFE) e discussão e apoio ao enquadramento de ideias de projeto nos termos de referência e objetivos do Programa LIFE.
Foi também apresentado o novo site https://life.apambiente.pt/ onde é possível inserir uma ideia para projeto LIFE, beneficiando de apoio por parte da APA, é igualmente possível consultar os projetos aprovados em calls anteriores e requisitar a participação na bolsa de ideias, em que entidades cofinanciadoras públicas e privadas terão acesso, facilitando assim a interação e potenciando a qualidade e número de submissões Portuguesas.

Com este workshop, os participantes puderam realizar exercícios práticos de construção/desenho de projetos, incluindo o esclarecimento de dúvidas sobre o preenchimento de formulários, enquadramento e elegibilidade de despesas, soluções de engenharia financeira e aspetos formais associados à estruturação de parcerias, no sentido de maximizar a qualidade de possíveis propostas a apresentar.

A SPEA esteve presente neste workshop, com a participação do técnico do Projeto LIFE+ Terras do Priolo, João Torres

Equipa do Terras do Priolo encontra espigo-de-cedro

Os técnicos do LIFE+ Terras do Priolo quando regressavam à carrinha depois de um dia de campo a identificar e monitorizar plantas, encontraram a crescer no chão algo que nunca tinham visto na Tronqueira, uma espécie rara, da qual já tinham ouvido falar que poderiam ainda existir alguns indivíduos, mas sem registos identificativos ate ao momento.

A espécie em questão é o espigo-de-cedro, Arceuthobium azoricum. Os técnicos recolheram uma amostra da espécie para identificação, que foi possível com a ajuda da Universidade dos Açores, nomeadamente os membros do Azorean Biodiversity Group, que em 2013 tinham encontrado registos desta espécie na Serra da Tronqueira.

Espigo-de-cedro (Arceuthobium azoricum)
                                              Foto: Rui Elias

Os espigos-de cedro são uma planta parasita exclusiva de outra planta endémica o Cedro-do-mato, Juniperus brevifolia, bastante vulnerável devido à destruição da Floresta Laurissilva. Na lista da IUCN, o cedro-do-mato está classificado como  em "perigo de extinção".

Assim, para além de esta ter sido apenas a segunda vez que esta espécie foi vista na Serra da Tronqueira nos últimos 4 anos, a descoberta e estudo da mesma revelou que se tratará de populações diferentes desta espécie, demonstrando que ainda há alguma riqueza ecológica na Tronqueira, apesar dos enormes problemas de invasão por parte das espécies exóticas.