quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Life+ Terras do Priolo com novos estagiários e voluntários

Durante o mês de julho o projeto Life+ Terras do Priolo recebeu 3 novos estagiários naturais da Bélgica e uma voluntária, natural do distrito de Leiria. Achiel Buyse, Isabelle Tonglet e Pauline Legrand estão em São Miguel através do Programa Europeu Eurodisseia e o estágio terá a duração de 6 meses. Por seu turno, Sofia Santos, irá fazer voluntariado no projeto pelo período de 2 meses no âmbito da sua tese de mestrado.

"Olá, meu nome é Achiel Buyse, tenho 24 anos e sou natural da Bélgica. Eu fiz o meu mestrado em Belas Artes, com especialidade em Artes dos Media. O meu trabalho tem sido desenvolvido principalmente com áudio e vídeo, mas também fiz instalações digitais e experimentei programação. Estou fazendo um estágio na SPEA para fazer filmes curtos / documentários sobre os vários projetos que a SPEA está a desenvolver.
Estou muito contente com este trabalho porque me permite ter novas experiências, assim como me permite aprender melhor a língua portuguesa e conhecer a cultura dos Açores."

Achiel Buyse


"Olá! O meu nome é Sofia Santos, tenho 23 anos e sou do Souto da Carpalhosa (Leiria, Portugal).
Estudei Biologia em Coimbra e vou começar o Mestrado em Ecologia, também em Coimbra. Para a minha tese, queria muito ter um projeto de investigação relacionado com a conservação da natureza e surgiu a oportunidade de trabalhar com a SPEA em São Miguel, cujo foco principal reside na conservação do priolo.
O meu trabalho cá (em S. Miguel) começou muito recentemente e estou a adorar! A minha experiência passa por descobrir uma cultura portuguesa com a qual nunca tinha contactado, conhecer um local lindíssimo, que precisa da nossa intervenção para manter as suas características naturais e ,a parte mais importante, intervir e ganhar experiência da forma que mais me dá prazer, em contacto direto com a natureza.
Sei que será uma experiência muito enriquecedora, é meter mãos à obra."



                                                                       Sofia Santos

Isabelle Tonglet é natural da Bélgica, licenciou-se em comunicação social em 2014 pela Institut des Hautes Études de Communication Sociale (IHECS) (Bruxelas). Desde 2015 é educadora sócio-cultural numa associação quem faz rádio num bairro em Bruxelas. Entre 2008 e 2016, foi voluntária em diferentes associações que trabalham com crianças.
Em Julho de 2017, iniciou o seu estágio na SPEA no Centro Ambiental do Priolo na ilha de São Miguel.


                                                                     Isabelle Tonglet

"Chamo-me Pauline Legrand e nasci na Bélgica.  Em 2014 eu fiz a minha tese de mestrado em Bio-Engenharia sobre o impacto de um peixe invasor, "Peixe-dourado" no habitat do "Tritão-alpino". Após a minha graduação, trabalhei com uma outra espécie invasora durante dois anos : a Joaninha asiárica. O meu trabalho passava por estudar o porquê do comportamento desta espécie a tornar invasora.
Porque o problema das espécies invasoras é internacional, eu queria ganhar experiência no exterior e  assumir um novo desafio. Portanto, em julho vim fazer um estágio com SPEA em São Miguel, Açores, que trabalha para reduzir o impacto das plantas invasoras no habitat do Priolo. Através deste projeto, posso aprender o funcionamente dos projetos europeus, LIFE, na proteção do ambiente.
Fico muito contente e grata por poder ajudar a conservação da natureza dos Açores  e por aprender uma nova forma de vida e de trabalho."



                                                                 Pauline Legrand

A SPEA dá as boas vindas a estes novos colaboradores e espera poder contribuir, não só para a sua formação profissional, mas também para que esta experiência nos Açores seja enriquecedora e inesquecível.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Ciências nas Férias: Serão estes os Cagarros do futuro?


No dia 21 de Julho foi realizada mais uma vez uma actividade ambiental inserida dentro do programa Ciências nas Férias denominada “Cagarros de plástico, aves do futuro?”.

Resultado final da colagem: Cagarro de plástico, ave do futuro?
Foto: T.Pipa

Os milhões de plásticos que chegam ao mar provenientes de fontes terrestres decompõem-se em pedaços cada vez mais pequenos, chamados de microplásticos, que ao ser comidos pelos seres vivos são inseridos em toda a cadeia trófica afectando os organismos e inclusive o Homem. Estima-se que em 2050, 99% das aves marinhas terá consumido plástico (Wilcox et al.2015) e foi com base nesta informação que a actividade foi inspirada. 

Foram 11 os participantes  do Jardim de infância "Planeta Azul" e do programa de ocupação de tempos livres que com a ajuda de peneireiras filtraram um pouco do microplástico presente na areia, e que muitas vezes se confunde  com pedaços pequenos de conchas ou minerais.

Recolha de microplástico
Foto: Daniel Lima

No final, os microplásticos foram reutilizados para "colorir" um cagarro Calonectris borealis. O placard do cagarro será exposto na escola para sensibilizar os adultos e os mais jovens.

Colagem do microplástico
Foto: T.Pipa

Lembra-te: reduz, reutiliza e recicla o plástico, ao fazê-lo estás a salvar muitas vidas e a contribuir para um Planeta mais limpo.


Extensão CineEco Seia no Corvo 2017


Do 20 de Julho ao 23 de Julho realizou-se a 4ª edição da extensão do Festival ambiental CineEco Seia no Corvo, o único festival de temática ambiental que decorre em Portugal na cidade de Seia há 23 anos.
De modo, a abranger várias faixas etárias foram projectados 2 curtas-metragens (Semente: a história nunca contada - 94’; O Jovem e o Mar) mais viradas para os adultos e ainda 4 curtas-metragens (Lipe, vovô e o monstro | Uma Eco-quinta no topo do Mundo | Lucens | Árvore – 22’) para os mais pequenos. No total foram 41 os participantes que com boa disposição aprenderam mais sobre os problemas que afectam ao nosso bem mais precioso: a natureza. 


Extensão CineEco Seia Corvo 2017
Foto: Bárbara Ambros

A projecção destas curtas passam por sensibilizar as pessoas com os problemas ambientais que nos afectam a todos e dos quais somos responsáveis, em particular: o uso indiscriminado de pesticidas e herbicidas que posteriormente afectam as hortícolas que consumimos, a manipulação genética dos alimentos ou o gigantesco consumo de plástico a nível mundial, que termina no mar e rios contaminando todos os seres que neles habitam. Esta foi uma iniciativa conjunta no Corvo da SPEA, OMA, do Festival CineEco, da Câmara Municipal de Seia e teve como parceiros, a Santa Casa da Misericórdia do Corvo, Câmara Municipal do Corvo, Agrupamento de Escuteiros 1181 e o Parque Natural de ilha. 

A educar se preserva, só protegemos o que conhecemos e com o esforço de todos podemos fazer do planeta um lugar melhor!

Reserva Biológica do Corvo tem cria pela primeira vez


A primeira vedação antipredadores da Europa, a Reserva Biológica do Corvo tem pela primeira vez uma cria de cagarro Calonectris borealis. A cria nasceu no dia 24 de julho e é fruto da 2ª tentativa de nidificação do casal que desde 2015 prospectou pela primeira vez o topo superior da reserva. Em 2016 a nidificação foi confirmada com a postura de ovo, que infelizmente se revelou inviável. Felizmente este ano deu-se a eclosão da cria e se tudo correr como esperado esta abandonará com sucesso o ninho no final de Outubro. 


1ª cria da Reserva Biológica do Corvo
Foto: T.Pipa

De ressalvar que esta é a única cria na ilha do Corvo que não está ao alcance de predadores introduzidos como os gatos que são responsáveis por 84% dos eventos de predação das crias (Hervías et al. 2013). 

Cria predada por gato
Foto: T.Pipa
Este sucesso é fruto do trabalho realizado no âmbito do Projecto LIFE "Ilhas Santuário para as aves marinhas" e do Plano de implementação do Pós-projecto com a colaboração do Governo Regional, Parque Natural de ilha e da Câmara Municipal do Corvo.

sábado, 29 de julho de 2017

Priolo Visita Centro Ambiental do Priolo

Nos últimos dias, têm sido observados priolos no Centro Ambiental do Priolo. Estas observações têm suscitado muita curiosidade por parte dos nossos visitantes visto que não é habitual observar priolos nesta área.
O priolo é uma espécie endémica que necessita da Floresta Laurissilva dos Açores para a sua sobrevivência e é aí que encontra o seu alimento e refúgio. Fruto de mais de 10 anos de conservação, temos vindo a assistir a um aumento da sua população e melhoramento do seu estatuto de conservação que hoje em dia é vulnerável.

O priolo tem sido observado a alimentar-se de Hypericum humifusum, uma espécie herbácea muito comum nesta altura do ano no exterior do Centro.

Esperamos continuar a vê-los no Centro e dar oportunidade aos nossos visitantes de o ver.

terça-feira, 25 de julho de 2017

A Cria da Lua-de-mel V já nasceu


No passado dia 18 de julho pelas 13h37 eclodiu a pequena cria de Cagarro Calonectris borealis do casal de Cagarros mais famoso do Mundo que vai na 5ª edição e já teve mais de 94 000 visualizações desde a 1ª edição em 2011, de 71 nacionalidades diferentes. Para continuar a acompanhar o crescimento desta pequena cria até abandonar o ninho no fim de outubro basta ir a cagarro.spea.pt .


Esta é uma parceria entre a SPEA, a Câmara Municipal do Corvo, a MEO e o Governo dos Açores no âmbito da implementação do Plano de Ação do Pós-Projeto LIFE "Ilhas Santuário para as aves marinhas" e pretende dar a conhecer a época de nidificação da ave marinha mais emblemática dos Açores.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Life+ Terras do Priolo já iniciou a recolha de semente

Para podermos recuperar o habitat do Priolo, a Floresta Laurissilva dos Açores, é muitas vezes necessário reflorestar as áreas intervencionadas pelo Projeto Life+ Terras do Priolo. É com este intuito que produzimos espécies endémicas e nativas da Floresta Laurissilva dos Açores nos viveiros de produção de plantas do projeto.



Assim, durante os meses de verão, quando as plantas nativas começam a florir e a dar sementes, a equipa do projeto inicia a recolha de sementes, primeiro em zonas costeiras, com o bracel-da-rocha (Festuca petraea), depois a urze (Erica azorica) e por último a faia (Myrica faya) e o pau-branco (Picconia azorica). Há, no entanto, muitas outras espécies que não são tão conhecidas do público mas que também são recolhidas, como é o caso da diabelha (Plantago coronopus), o olho-de-mocho (Tolpis azorica), a vidália (Azorina vidalii), entre outras.


Seguidamente, inicia-se a recolha em áreas de maior altitude para espécies como o sargasso (Luzula purpureosplendens), a malfurada (Hypericum foliosum), o azevinho (Ilex azorica), o louro (Laurus azorica) e a uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum). Este ano, com o apoio de novos estagiários, efetuaram-se dois dias de recolha que contabilizaram mais de 5 kg de sementes recolhidas. 



Durante os meses de agosto e setembro a recolha vai continuar de modo a não perder produção, com o objetivo de abranger uma diversidade de espécies, mais do que grandes quantidades de poucas espécies.